Alfabeto da alma

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Há tantos insones por ai
Chorando na quina das calçadas
Ou banhando-se na luz
De uma noite enluarada;
Criaturas que não suportam a luz do dia,
Pois, o sol mostra a nudez das pessoas
E quem nasceu de olhos abertos
Enxerga muito mais
Do que existe por perto
E quando cruza por um espelho,
Vê na nudez da própria alma
Um alfabeto interrompido,
Inacabado,
Incompleto,
Por isso prefere a noite,
Pois, na penumbra não se vê tudo
Somente espectros.
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