Exílio

Em noites de lua cheia
A criança que há em mim
Emerge de minhas profundezas
Deita na borda de meus olhos
E banha-se com a luz prata da Lua
Enquanto molha os lábios
Com o orvalho
Que repousa sobre a relva.
Essa criança não abre a boca,
Mas quando seus olhos
Penetram nos meus
Em linguagem da alma
Sempre me pergunta:
Por que me abandonas
Em tua mais profunda profundidade?


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