O que me torna
Aquilo que penso ser?
Senão o devir,
Essa instabilidade
De já não ser o mesmo
De um segundo atrás.
Desde os átomos
Que compõem
As moléculas
De meu corpo
Existe inquietação
E uma não estagnação,
Como poderia ser inalterável?
Como poderia não estar multifacetado
Em cada segundo em que respiro?
Na verdade não sou, pois para ser
Tem de estar acabado.
No fundo estou sempre sendo
Algo sem fim, sem acabamento.
Acredito ser tão infindável
Quanto o universo
Do qual faço parte. 
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