Talvez minha maior ambição
Seja descer dessa montanha russa
Na qual vivo desde os 26 anos.
É desesperador não ter as chaves
Nem o domínio do que
Arrasta-me entre a superfície
Da lucidez e as altitudes da insanidade.
Enquanto em minha mente
Impera uma infindável turbulência,
Vejo tantos reclamarem do próprio silêncio.
Não sabem o quanto são felizes
Ao deslizarem pelos corredores da vida pacata,
Vida na qual podem semear sem temor
Sementes de paz e de amores…
Mesmo em constante
E turbulento movimento,
Escrevo, talvez para mim mesmo,
Mas, a possibilidade
De meus escritos serem lidos
Por outros além de meus Eus,
Leva meus pés a encostar
Na terra nua do mundo…
Pudera trazer em mim apenas um Eu,
Pudera ser apenas mais um na manada,
Pudera não ser essa alma
Que por dentro chora,
Pudera, mas para isso é preciso
Não existir essa montanha russa
Que em minha alma impera…
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